O Muriqui é o
maior primata das Américas em tamanho corporal. O
muriqui, Brachyteles arachnoides é
considerado como "em perigo de extinção"
. É endêmico da Floresta Tropical Atlântica e
matas semi-decíduas adjacentes do sudeste do Brasil,
e é o maior mamífero endêmico deste ecossistema.
Sua distribuição atual encontra-se
fragmentada devido aos altos níveis de perturbação
antrópica. É classificado taxonomicamente em termos
de gênero Brachyteles (Spix, 1831), Família
Atelidae, que sugere a existência de duas espécies:
Brachyteles arachnoides, no Estado de São
Paulo e Brachyteles hipoxanthus no Estado de
Minas Gerais. Características de anatomia revelam
que esta espécie de primata também popularmente
conhecida como Mono-Carvoeiro apresenta peso corporal
médio de 15 kg para macho adulto, e 12 kg para fêmea
adulta. A alimentação natural é composta de frutos,
folhas, flores, lianas e epífitas. Entre outras
características anatômicas no sistema digestivo
observa-se que além de apresentarem características
de dentição compatíveis tanto para folivoria
quanto para frugivoria destaca-se a presença de um
ceco bastante desenvolvido para a digestão
fermentativa. São ainda inexistentes dados de
medidas de trato digestivo relacionados ás funções
intestinais de muriquis, porém torna-se possível
predizer de acordo com informações de anatomia
intestinal que, similaridades a animais domésticos
poderiam surgir; por exemplo, em termos de capacidade
de preenchimento intestinal e capacidade de cólon
seriam semelhantes a suinos, ou em termos de
capacidade de ceco seriam semelhantes a cavalos, porém,
aparentemente, a capacidade intestinal de muriquis
seria menor que a do cavalo, porém maior que a de suínos
(Talebi, 1999).
O Muriqui é o tema da logomarca da
Reserva da Biosfera da Mata Atlântica